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Ipen comemora 53 anos de pesquisa e inovação



03/09/2009

Cerimônia marcou inauguração de novo sistema para o reator IEA-R1 (Marcello Vitorino/Fullpress)

 

O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) - órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento e gerido técnica e administrativamente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) - inaugurou nesta quinta-feira, 3 de setembro, um sistema de transporte de materiais irradiados do reator IEA-R1 e dos aceleradores cíclotron para as instalações de processamento da área de radiofarmácia. A inauguração ocorreu logo após a cerimônia comemorativa dos 53 anos de fundação do Ipen.

Antes da construção do novo sistema pneumático de envio, via tubulações subterrâneas, os materiais eram transportados em blindagens do reator nuclear de pesquisas IEA-R1 e dos aceleradores de partículas cíclotron até o prédio da radiofarmácia, onde os produtos são processados e enviados para os mais de 300 centros médicos que utilizam os radiofármacos no país. O diretor de radiofarmácia, Jair Mengatti, explicou que, além de se eliminar as blindagens - que chegavam a pesar até 700 kg - o sistema é mais rápido e seguro, e o produto segue diretamente para onde será processado.

Durante a cerimônia, realizada no auditório Rômulo Ribeiro Pieroni (situado no prédio da administração do instituto), foi assinada a renovação do convênio firmado entre o Governo do Estado de São Paulo e a CNEN. Também foi conferido o título de Pesquisador Emérito do Ipen 2009 ao físico da área de lasers Spero Penha Morato, que entre 1990 e 1995 ocupou o cargo de superintendente do instituto. Além do aniversário do órgão, o evento celebrou os 50 anos de radiofarmácia no Brasil, cuja produção responde anualmente por mais de 3,5 milhões de procedimentos de medicina nuclear em todo o país, para diagnósticos e terapias.

A solenidade e a inauguração contaram com a presença de autoridades, como o ministro da Ciência e Tecnologia Sergio Machado Rezende, o secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Odair Dias Gonçalves. Clique aqui para ver a programação.

Sobre o Ipen
Solenidade contou com a presença de pesquisadores e autoridades (Marcello Vitorino/Fullpress)Fundado em 31 de agosto de 1956, o Ipen está localizado na Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira (USP), ocupando uma área de 500.000m2 e contando com 1.002 servidores e aproximadamente 450 alunos de pós-graduação. Entre colaboradores, estudantes, servidores, incubados e prestadores de serviço, há um público diário de 3 mil pessoas circulando na Instituição. O órgão começou suas atividades com o nome de Instituto de Energia Atômica, numa parceria do Governo do Estado de São Paulo, via USP, com o governo Federal, via CNP (hoje o CNPq).

O Ipen caracteriza-se pela multidisciplinaridade das atividades que desenvolve nas áreas de saúde, meio ambiente, aplicações de técnicas nucleares, materiais, lasers, segurança radiológica, reatores nucleares e fontes alternativas de energia. O conhecimento gerado por seus pesquisadores e técnicos resulta em produtos e serviços de alto valor econômico e estratégico para o país. Programas de ensino e informação científica possibilitam levar esse conhecimento para universidades e outras instituições de pesquisa. Já formou mais de 500 doutores e 1.000 mestres. Na área de gestão tecnológica, são realizadas avaliações anuais do Plano Diretor, visando à melhoria do desempenho da organização. A sua contribuição para o ensino e formação é de excelência, tendo indicadores de produção intelectual que o colocam entre as melhores instituições do país.

Em medicina nuclear, a sua contribuição é na produção de radiofármacos, que apresentaram, na última década, um crescimento da ordem de 10% ao ano, atingindo em 2008 aproximadamente três milhões e meio de procedimentos médicos. Hoje o Ipen oferta, à sociedade, 44 diferentes radiofármacos.

O instituto dispõe de equipamentos de grande porte como um irradiador multipropósito, dois aceleradores de partículas ciclotron, um deles viabilizado num convênio com o Governo de São Paulo para a produção de F18-FDG; dois Reatores Nucleares de pesquisa, um deles o primeiro reator do hemisfério sul, o IEA-R1, que é utilizado para a produção de radioisótopos, matérias-primas para a fabricação dos radiofármacos. Toda a produção segue os mais rigorosos padrões de segurança radiológica, certificada na norma ISO 9001:2000.

A tecnologia desenvolvida em química e meio ambiente possibilita análises ambientais que subsidiam políticas públicas. Pesquisas no campo do ciclo do combustível contribuíram para desenvolvimentos em áreas correlatas como cerâmicas, metais, vidros, cristais, lasers e células a combustível. Técnicas de engenharia genética permitem sintetizar em laboratório hormônios para o tratamento de doenças. A irradiação possibilita esterilizar tecidos humanos, materiais médicos e cirúrgicos, entre outros, além de preservar alimentos e tratar efluentes industriais. Para atingir seus objetivos, o instituto incentiva parcerias e intercâmbios com instituições públicas e empresas.

Desde 1998, o instituto abriga o Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) para estimular projetos inovadores estreitando os laços entre empresas e instituições de pesquisa. O Cietec é uma iniciativa que reúne a Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Sebrae/SP, USP, IPT, Ipen e MCT.

 

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