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Investimento em inovação para APLs



22/10/2007

Os dez Arranjos Produtivos Locais (APLs) do Estado de São Paulo, gerenciados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e demais entidades, deverão ter incentivo do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior (MDIC) para extensão tecnológica e inovação. O anúncio foi feito hoje pelo secretário de Desenvolvimento da Produção do MDIC, Armando de Mello Meziat, na abertura do II Encontro de Arranjos Produtivos Locais, que se realiza na sede da Fiesp.

“A competitividade é um tema recorrente nas agendas dos governos, e a busca tem que ser incessante”, afirmou Miziat, ao informar que estão em andamento os entendimentos para a celebração de novo convênio entre o MDIC e a Fiesp. A nova parceria – que ainda está sendo viabilizada – prevê o investimento em extensão tecnológica e inovação para as cerca de 200 empresas participantes do programa Arranjos Produtivos Locais da Fiesp.

Para o vice-presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, está sendo dada aos empresários que participam do programa APL uma excepcional oportunidade de se tornarem competitivos. “Este é o maior desafio dos empresários, e peço que vocês aceitem este desafio”, afirmou. Ele acredita que cabe às entidades parceiras no programa oferecer às empresas a oportunidade de aumentar a competitividade e melhorar a inovação tecnológica. “Estimular eventos como este encontro é uma maneira de viabilizar o desenvolvimento do país e a geração de riqueza”, considerou.

O Programa Arranjos Produtivos Locais da Fiesp aumentou em 40% a competitividade e em 23% o faturamento das empresas. “Os resultados apresentam crescimento contínuo e sustentável da competitividade”, afirmou o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, Manoel Canosa Miguez. “Temos de promover a competitividade das micro e pequenas empresas, melhorando a gestão, a inovação e a capacitação de mão-de-obra”, explicou.

Política industrial local

Representando o governo estadual, o secretário-adjunto de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Carlos Américo Pacheco, disse que o termo “Arranjo Produtivo Local” é uma expressão inventada no Brasil para designar os aglomerados de empresas (conhecidos mundialmente como clusters) que se unem para desenvolver seus negócios. “E o melhor jeito de aprender é aprender com os outros”, ponderou. Ele salientou que o governo paulista é parceiro do programa e colocou à disposição as escolas técnicas e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

“Os Arranjos Produtivos Locais são uma forma de se fazer política industrial local”, afirmou o diretor da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Clayton Campanhola. Ele lembrou que ainda há dificuldade de acesso ao crédito por parte do empresariado. “É fundamental ter integração entre os instrumentos dos governos estaduais e federal”, explicou.

O diretor presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, congratulou a Fiesp pela iniciativa do encontro e afirmou que os APLs precisam ser mais discutidos. “Tenho a convicção de que a cooperação entre os empresários pode melhorar a competitividade”, disse. O diretor-superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, autenticou: “O importante é estar junto”.

Convênio

Logo após a abertura do II Encontro de Arranjos Produtivos, a Fiesp, o Sebrae e a Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo assinaram o protocolo de cooperação técnica para o desenvolvimento de novos Arranjos Produtivos Locais no Estado de São Paulo. O documento foi assinado pelo primeiro vice-presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch; pelo diretor-superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella; e pelo secretário-adjunto de Desenvolvimento, Carlos Américo Pacheco.

O convênio prevê o investimento de 20 milhões de dólares para o desenvolvimento de novos APLs no Estado de São Paulo, sendo 10 milhões de dólares a contrapartida do Sebrae, e os outros 10 milhões de dólares estão sendo pleiteados pelo Governo do Estado de São Paulo ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A participação da Fiesp será dada em forma de apoio técnico e metodologia de trabalho, por meio do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec), que já é responsável pelo desenvolvimento de 10 APLs em todo o Estado de São Paulo.

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

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