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Investe SP participa de congresso nacional



02/10/2012

Para Luciano Almeida, o madarim pode ser a língua mais utilizada nos negócios

O presidente da Investe São Paulo, Luciano Almeida, participou nesta sexta-feira, 28 de setembro, do II Congresso Nacional de Línguas para Fins Específicos (Linfe), realizado pelo Centro Paula Souza, na Fatec Tatuapé. Depois de fazer uma apresentação sobre o trabalho da agência e falar sobre a importância de outros idiomas no mercado de trabalho internacional, Almeida participou de uma mesa-redonda que debateu o assunto.

“Do meu contato com investidores, posso dizer que o segundo idioma não é mais uma discussão primária, e sim secundária. É algo que já deveríamos ter superado. Ficou extremamente difícil alguém se colocar no mercado de trabalho hoje sem falar, pelo menos, o inglês”, explicou o presidente. Ele também enfatizou que, no momento, a língua mais utilizada nos negócios é o inglês – mas que no futuro pode ser o mandarim. “São mais de um bilhão de chineses que falam esse idioma”, disse.

Também participaram do debate a professora doutora Fátima Beatriz Delphino, diretora de Formação Geral do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, e o professor doutor Angelo Luiz Cortelazzo, coordenador da Unidade de Ensino Superior das Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo. A mediação foi feita pela professora doutora da PUC-SP Rosinda de Castro Guerra Ramos.

Delphino apresentou um panorama da educação no Brasil, principalmente com relação aos ensinos médio e técnico. “Hoje um jovem entre 11 e 14 anos, que vive plugado na internet, não consegue mais prestar atenção em uma aula com apenas quadro negro e professor. No ensino técnico, ele tem mais acesso às questões relacionadas à vida cotidiana”, defendeu. Para ela, a modalidade deveria ser mais difundida no território nacional.

Já Cortelazzo explicou o processo com o qual foram instituídas as aulas de inglês e espanhol nas escolas do Centro Paula Souza. “Havia muita resistência, porque os professores não queriam abrir mão de aulas técnicas para inserir aulas que eles poderiam ter cursos de idioma à parte. Mas não é justo que, só porque o aluno não teve essa formação no ensino fundamental, nós deixemos o assunto de lado. O ensino técnico tem que ser alinhado com o mercado. Se o mercado pede outros idiomas, temos que oferecer novos idiomas”, disse.

Como secretário de Desenvolvimento, Almeida criou, junto ao Centro Paula Souza, um projeto de intercâmbio para imersão em inglês para alunos e professores. Como explicou o coordenador da Fatec, o projeto se desenvolveu desde então, e já levou para o exterior cerca de mil alunos e cem professores.

Ao final do debate, a mediadora também expressou sua opinião sobre o assunto. “A educação utiliza uma filosofia acadêmica que, muitas vezes, não olha para o mercado. Mas precisamos lembrar que a escola deve estar à serviço da sociedade, formando o que ela precisa”, finalizou.

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