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Inovação é tema de debate em São Paulo



07/11/2011

Evento é promovido pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP)

Somente a inovação torna uma sociedade mais próspera, expõe o conhecimento e faz com que ele chegue a todos os setores produtivos, permitindo que países emergentes criem melhores produtos e tenham aumentos de produtividade. Este foi o tema do debate da Inovatec: Feira de Negócios em Inovação Tecnológica, que aberta na manhã desta segunda-feira (07), no Centro de Convenções Frei Caneca, na Capital. Promovido pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), o evento consiste em três dias de palestras, debates e mini-cursos que pretendem aumentar o conhecimento da sociedade sobre o assunto.

Estiveram presentes no primeiro dia da feira o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Luiz Carlos Quadrelli, e o coordenador de Desenvolvimento Regional e Territorial da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SDECT), José Roberto de Araújo Cunha Júnior. Na ocasião, Cunha ressaltou a importância do evento para o Governo de São Paulo e para o país e defendeu que a inovação deve ser trabalhada de forma integrada entre o setor público, universidade e empresas, com o objetivo de aumentar a competitividade das empresas brasileiras no cenário global.

“Temos como grandes exemplos os países orientais, a destacar a China, que começou exportando produtos de custo baixo mas que, ao longo do tempo, se tornaram competitivos em razão da inovação. Acredito que essa questão deve fazer parte da cultura de um país”, disse Cunha Júnior. O coordenador defendeu ainda a necessidade de implementação de uma cultura da inovação no setor educacional. “Quando esse tema estiver dentro da sala de aula, vamos nos tornar um protagonista global”.

O presidente em exercício do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Rafael Cervone Neto, afirmou que é importante colocar o discurso em prática. Para isso, é necessário não somente ampliar o investimento em pesquisa, mas também colocar a cultura da inovação na mente dos empresários. Cervone Neto explica que o Estado de São Paulo investe cerca de 1,6% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, acima da média nacional de 1,1%. “Isso coloca o Estado em uma posição à frente da Itália e França”, declarou. Um dos grandes desafios para Cervone Neto é aumentar o número de pesquisadores, levando-os para dentro das empresas. Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 80% dos pesquisadores trabalham em empresas.

Esse desafio vem sendo enfrentado no Estado de São Paulo. Para Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o que diferencia o Estado do restante do país é que o investimento é feito pelas empresas e não somente pelo governo. “Estamos num nível comparado com os países desenvolvidos. Mas ainda precisamos de políticas de inovação para não somente aumentar a quantidade de pesquisa, mas elevar o impacto que ela tem nas empresas paulistas”, comentou.

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Governo do Estado de São Paulo
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