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Futuro aterro sanitário terá área monitorada



18/10/2011

Localizado na Região de Botucatu, o município de Bofete contará com o apoio dos técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para o monitoramento das águas subterrâneas da área onde deverá ser instalado o futuro aterro sanitário da cidade. O convênio para a realização do serviço foi assinado na última quinta-feira (13), na sede da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo (SDECT) pelo prefeito do município, Claudécio José Eburneo.

O objetivo é evitar uma possível contaminação do lençol freático na região. A realização do serviço ocorrerá por meio do Programa de Apoio Tecnológico aos Municípios (Patem), mantido pela SDECT. Através do programa, a secretaria financia serviços especializados do IPT para obtenção de diagnósticos emergenciais em municípios de pequeno e médio porte. Para a realização do estudo em Bofete, a SDECT disponibilizará R$ 177.459,93. Caberá à Prefeitura a contrapartida de R$ 31.083,47.

O levantamento consiste na elaboração de um mapa potenciométrico, instalação de poços de monitoramento e ensaios de permeabilidade e análises químicas de águas a partir dos parâmetros de qualidade definidos pelo Ministério da Saúde. O prazo para a execução dos trabalhos é de seis meses.

“É um investimento de baixo custo, comparando-se os resultados positivos que proporciona. Com os laudos técnicos, os municípios podem adotar medidas preventivas. O IPT é de uma excelência técnica indiscutível e está cada vez mais presente nas cidades, para detectar problemas e propor soluções”, justificou o secretário Paulo Alexandre Barbosa.

Recentemente, a cidade de Santos também assinou convênio com a secretaria com o objetivo de atualizar do Plano Municipal de Redução de Riscos da cidade, confeccionado originalmente em 2005. A atividade consistirá na reavaliação completa do mapeamento das áreas de risco associado a processos de instabilidade nos terrenos nas encostas dos morros - um problema que costuma se agravar durante a temporada de chuvas, que se inicia em dezembro com a chegada do verão. O convênio prevê também o mapeamento de novas áreas de risco indicadas pela Prefeitura de Santos.

Ainda este ano, mais oito cidades serão contempladas por meio do Patem: Bragança Paulista, Santa Gertrudes, Anhembi , Arujá, São Sebastião, Águas da Prata e Itanhaém.

O Patem oferece serviços que vão desde inspeção e avaliação de estruturas de obras até análise do comprometimento de encostas e processo erosivo do solo. Também contribui com informações para a produção de Plano Diretor de Mineração e na elaboração de estudos hidrológicos em aterros sanitários.

Prevenção
Em 2010, a secretaria liberou mais de R$ 2 milhões para o programa. Uma das cidades que recorreu aos serviços técnicos do Patem foi São Luiz do Paraitinga. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, o município foi arrasado pelas fortes chuvas em 2010. O rio que corta a cidade subiu 10 vezes mais que sua capacidade máxima, destruindo cerca de 300 construções.

O trabalho realizado pelo IPT em Paraitinga possibilitou a análise emergencial das construções, muitas das quais completamente destruídas chuva ou sob risco de desabamento. Os técnicos mapearam as áreas de risco, fizeram inspeções de pontes e passarelas e avaliaram as condições estruturais dos imóveis.

“Com os laudos e estudos técnicos viabilizados pelo Patem, a Prefeitura e o Governo do Estado puderam priorizar as ações e os investimentos para a solução das situações emergenciais. Foi um trabalho bastante elogiado, pois ajudou na reconstrução da cidade, com o resgate de importantes prédios históricos”, lembrou Paulo Alexandre.

Como funciona
Quando o município tem um problema que necessita de avaliação técnica do IPT, a prefeitura deve enviar ofício à SDECT relatando o tipo de situação a ser examinada. Se a solicitação atender às exigências do Patem, prefeitura e secretaria celebram o convênio.

Os técnicos do IPT visitam o município para levantar as informações necessárias para produção do diagnóstico, apontando problemas e as medidas necessárias para solucioná-los. O programa não repassa recursos para a realização de obras. Mais informações na Coordenadoria de Ciência e Tecnologia da SDECT pelo telefone (11) 3218-5735 / 5734.

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