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FAPESP e BRASKEM unidas



28/02/2008

Em evento com a participação do governador do Estado de São Paulo, José Serra, e do vice-governador e Secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Alberto Goldman, firmou-se na manhã desta quarta-feira (27/02) uma parceria estratégica entre a Fundação à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Braskem, empresa pioneira na área de polímeros verdes. A aliança pretende, em um prazo de cinco anos, desenvolver em larga escala os biopolímeros, plásticos biodegradáveis que substituirião os usados atualmente, feitos de compostos petrolíferos e de alta capacidade poluente. O projeto é pioneiro no Estado de São Paulo, segundo o diretor científico da FAPESP, Carlos Brito Cruz, e conta com o apoio de estudiosos e pesquisadores da Fundação, em convênio às principais universidades públicas paulistas. “A Braskem pretende se tornar uma das empresas brasileiras pioneiras em desenvolvimento sustentável”, disse o seu presidente José Carlos Grubisch.

Para concretizar esse ideal, a parceria envolverá recursos na ordem de R$ 50 milhões, gasto dividido por igual entre ambas as partes, e durará nos próximos cinco anos, prazo estimado de desenvolvimento do material. Além do biopolímero, outros projetos que envolvem o desenvolvimento de biocombustíveis também estão em pauta de estudos durante a parceria. Entre eles, a produção de óleo a partir de materiais lignocelulósicos e de gás de síntese através de compostos naturais são os de maior destaque. Segundo o Secretário de Estado do Ensino Superior, Carlos Vogt, “o convênio público-privado é uma ótima forma de desenvolver tanto a tecnologia no ramo, cujo papel brasileiro é de destaque, como a consciência ambiental”.

Os projetos de pesquisa previstos serão desenvolvidos em conjunto por pesquisadores da Braskem (“uma das quatro empresas brasileiras que mais investe em pesquisas tecnológicas”, segundo o diretor científico Carlos Cruz) e da FAPESP. Equipes mistas estudarão as diversas possibilidades de uso dos polímeros verdes. “A aliança entre os industriais e os setores de pesquisa acadêmica é um exemplo em um país onde essa parceria é quase nula”, lembrou o presidente da FAPESP, Celso Lafer. “Inovação traz desenvolvimento e crescimento e, logo, é requisito básico a uma empresa que almeja competir lá fora”, concluiu.

Durante o evento, os presidentes dos dois grupos assinaram o contrato de parceria e se mostraram otimistas quanto ao futuro dos produtos biologicamente sustentáveis. “No ano passado, a Braskem patenteou o primeiro polietileno 100% renovável do mundo, feito a base de cana-de-açúcar. Em 2010, iremos criar uma zona industrial que produzirá uma média anual de 200 mil toneladas desse composto. Somos uma forte empresa em um ramo que ainda crescerá muito”, explicou animado o presidente da Braskem. Já para o presidente da FAPESP, o desenvolvimento sustentável será a via de crescimento em tempos de instabilidade ambiental.

Em discurso de conclusão do evento, o governador José Serra elogiou a parceria e disse ser necessidades social e ambiental a substituição de insumos fósseis por vegetais. “46% da energia utilizada pelo brasileiro provêm de recursos renováveis. Isso é uma vitória em relação a outros países, que não chegam nem a 20%”, informou o governador. “Com alianças como a da Braskem com a FAPESP, estaremos salvando o meio-ambiente e nos tornando potenciais exportadores de biocombustível”, concluiu.

A Braskem conquistou ano passado um dos mais importantes reconhecimentos internacionais do setor de tecnologia de produtos biodegradáveis, o prêmio Bioplastics Awards 2007, na categoria Best Innovation in Bioplastics, concedido pela publicação inglesa European Bioplastics News.

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