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Fapesp assina acordo para pesquisas de bioenergia



27/04/2012

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Paulo Alexandre Barbosa participaram nesta sexta-feira, 27, da assinatura de acordo de colaboração entre a Fapesp e a BP Biocombustíveis. A ação prevê o cofinanciamento em projetos de médio e longo prazo com temas relacionados à bioenergia, desenvolvidos em universidades e institutos de pesquisa do Estado de São Paulo.

De acordo com o secretário Paulo Barbosa, essa parceria é uma medida muito importante para o Estado. “O Governo de São Paulo apoia os investimentos em pesquisa e inovação, que são imprescindíveis para o desenvolvimento econômico sustentável, principalmente na área de biocombústivel”.

Ao longo de 10 anos, o valor do investimento será de US$ 50 milhões. A BP Biocombustível repassará US$ 25 milhões e a Fapesp, outros US$ 25 milhões. As pesquisas abordarão as temáticas: biomassa para bioenergia, com foco em cana-de-açúcar; processo de fabricação de biocombustíveis; biorrefinarias e alcoolquímica; aplicações do etanol para motores automotivos, além de impactos socioeconômicos ambientais e uso da terra.

A iniciativa está alinhada com os objetivos do governo paulista de intensificar o apoio à pesquisa empresarial e à inovação e ao mesmo tempo estimular a interação universidade-empresa. Pelo acordo, será instalado um Centro de Pesquisa destinado ao estudo de bioenergia, que funcionará no Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID), programa da FAPESP.

Os Projetos

A FAPESP e a BP Biocombustíveis irão selecionar, por meio de edital, as propostas dos pesquisadores interessados com base na qualidade científica e técnica dos planos de pesquisa. Os projetos apoiados deverão apresentar:

•Pesquisa de classe internacional na fronteira do conhecimento, fundamental ou orientada para aplicações, em ambos os casos buscando explorar ativamente as oportunidades de contribuir para o impacto social e para a inovação;

• Transferência de conhecimento para a sociedade, incluindo-se aí o setor empresarial e/ou setor não governamental e/ou setor público, incluindo- se a possibilidade de formação de pequenas empresas que incorporem resultados de pesquisas desenvolvidas no projeto a seus produtos ou serviços. Essas pequenas empresas poderão beneficiar-se do Programa de Inovação em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP;

•Interação com o sistema educacional, especialmente nos níveis fundamental e médio, por exemplo, usando o Programa FAPESP de Pesquisa com Ensino Público.

Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia – Bioen

O Brasil é reconhecidamente o principal usuário mundial do bioetanol como alternativa à gasolina. O álcool de cana-de-açúcar responde por mais de 40% do combustível consumido por veículos comerciais leves no país. E, em conjunto, o etanol e o bagaço de cana (resíduo utilizado na produção de energia térmica e elétrica nas usinas) suprem 15% da energia doméstica. Tal montante incide fortemente na qualidade da matriz energética brasileira, na qual as fontes limpas e renováveis contribuem com 47% – um percentual 3,5 vezes maior do que a média mundial, de 13%.

Primeiro em consumo, o Brasil é também o maior produtor mundial de etanol de cana-de-açúcar e lidera tecnologicamente o setor. Tal liderança se deve a um longo trabalho, de muitos anos, empreendido por pesquisadores de instituições de ensino superior e de pesquisa, bem como de empresas privadas, que acumularam valiosos conhecimentos acerca da produção da cana-de-açúcar e de seus derivados.

A experiência brasileira mostrou que a cana-de-açúcar é uma matéria-prima extremamente viável para a produção de bioenergia. Atualmente, a superfície ocupada com lavouras de cana corresponde a cerca de 7 milhões de hectares (ha) – apenas 2% a 3% da área total utilizada pela agricultura no país.

O Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia – BIOEN – tem três objetivos principais: incrementar a produtividade da cana-de-açúcar com a utilização de biologia molecular; avaliar e mitigar os impactos ambientais e socioeconômicos da produção de bioenergia e gerar conhecimento que assegure a posição de liderança do Brasil na pesquisa e produção de bioenergia.

Para fazer a articulação entre atividades de P&D o programa utiliza laboratórios acadêmicos e empresariais para gerar e aplicar conhecimentos relacionados com a produção de etanol no Brasil.

O BIOEN engloba cinco áreas de pesquisa: biomassa para a produção de bioenergia; fabricação de biocombustíveis; biorrefinarias e alcoolquímica; aplicações do etanol em motores automotivos - motores de combustão interna e células a combustível e impactos ambientais e socioeconômicos, uso da terra e propriedade intelectual.

O BIOEN possui um sólido núcleo de pesquisa acadêmica exploratória em todas essas áreas. O Programa mantém 67 pesquisadores em 63 projetos de pesquisa básica e é aplicado na produção sustentável de biocombustíveis baseados no etanol de cana-de-açúcar.

Por meio de parcerias com empresas, a agenda de pesquisas inclui a produção de biomassa e seu processamento, a produção de biocombustíveis, o desenvolvimento de motores, as aplicações da alcoolquímica e os impactos ambientais e socioeconômicos.

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