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Fapesp assina acordo com universidades britânicas



20/06/2012

A FAPESP assinou acordos de cooperação científica com três instituições do Reino Unido nesta terça-feira (19/06): a Universidade de Edimburgo (Escócia), a Universidade Bangor (País de Gales) e o Instituto de Educação da Universidade de Londres (Inglaterra).

Os acordos foram assinados durante uma reunião na sede da FAPESP, pelo presidente da FAPESP, Celso Lafer, e por Sir John Beddington, conselheiro-chefe para Assuntos Científicos do Gabinete de Ciência e Tecnologia do Reino Unido.Os documentos têm como objetivo estimular a cooperação científica entre o Brasil e o Reino Unido em todas as áreas do conhecimento, a partir do desenvolvimento de projetos conjuntos de pesquisa que poderão incluir o intercâmbio de pesquisadores e de alunos de pós-graduação.

Durante o evento foi lançada ainda uma chamada conjunta de propostas de pesquisa colaborativa em: Processos da Biodiversidade e de Ecossistemas em Florestas Tropicais Modificadas pelo Homem, envolvendo a FAPESP e o Natural Environment Research Council (NERC), um dos Conselhos de Pesquisa do Reino Unido (RCUK, na sigla em inglês).

Participaram também do encontro na sede da FAPESP representantes das três universidades britânicas, o embaixador do Reino Unido no Brasil, Alan Charlton, o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, e o diretor presidente da Fundação, José Arana Varela, entre outras autoridades e representantes da comunidade científica dos dois países.

De acordo com Brito Cruz, os mais de 30 acordos de cooperação já assinados com os RCUK e outras instituições britânicas são parte importante da estratégia de internacionalização da FAPESP.“De longe, o Reino Unido tem sido o país mais receptivo à colaboração com a pesquisa do Estado de São Paulo. Os vários acordos assinados até agora com instituições britânicas têm uma característica recorrente, que consiste em tratar de múltiplos tópicos em diferentes áreas do conhecimento”, disse Brito Cruz.

Segundo ele, a parceria entre São Paulo e Reino Unido já resultou em projetos em áreas como biologia, saúde, engenharias, agricultura, veterinária e humanidades. “Trata-se de uma cooperação que evolui muito bem. Não apenas o número de projetos aumentou, mas também o número de organizações envolvidas”, disse.

Brito Cruz destacou os acordos que envolvem empresas do Reino Unido, como a BP Biocombustíveis. “A BP Biocombustíveis e a FAPESP apoiarão a criação de um centro de pesquisas conjuntas que terá duração mínima de dez anos”, disse.

Durante o evento, Paul Van Gardingen, diretor da Ecosystems Services for Poverty Alleviation da Universidade de Edimburgo, falou sobre os resultados da estratégia de internacionalização da instituição escocesa, que teve início em 2009.

“Mais de um terço dos nossos 30 mil estudantes é estrangeiro. Desses, 3.600 são europeus e 7.200 são de outros continentes. Temos também três embaixadas regionais: uma em Pequim, na China, uma em Mumbai, na Índia, e uma em São Paulo, no Brasil”, disse Gardingen.

David Shepherd, vice-reitor adjunto da Universidade Bangor, afirmou que a instituição tem 12 mil estudantes, sendo 3 mil na pós-graduação. Do total, 1.300 são estrangeiros. A universidade galesa é, segundo ele, um dos maiores centros de ciências do oceano da Europa – contando com navios, uma marina e uma ilha experimental – e um dos maiores centros de ciências ambientais do Reino Unido.

“Formamos pesquisadores em disciplinas importantes para o Brasil nas áreas de oceanografia e meio ambiente, mas também em campos como as engenharias eletrotécnica, optoeletrônica, eletrônica orgânica e energia fotovoltaica”, disse.

O Instituto de Educação da Universidade de Londres, fundado em 1902, é uma das 18 instituições que compõem a Universidade de Londres. O instituto conta com 400 funcionários, 80 professores e 6.610 estudantes, sendo que a maior parte é proveniente de outros países, conforme explicou Luiz Fábio Mesquiati, coordenador dos programas sul-americanos.

“O Instituto de Educação é o principal centro de pesquisa em Educação no Reino Unido. Dos 1.200 novos alunos que recebemos todos os anos, mil são estrangeiros. Cerca de 35% da pesquisa feita no instituto é considerada de classe mundial”, disse Mesquiati.

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