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Estudo analisa vírus que atacam plantas de importância econômica



04/02/2014

Fonte: Nayara Dalossi / Unesp

Livia José Ragatieri apresentou, dia 3/02/2014, a tese 'Expressão, purificação e caracterização estrutural de proteínas codificadas por dois fitovírus'.

Resumo
O Cole latent virus (CoLV) é um fitovírus cuja principal hospedeira é a couve comum. Pertence ao gênero Carlavirus, que é constituído por vírus que infectam diversos grupos de plantas, incluindo aquelas de grande importância econômica no mundo, como a batata, a soja, o amendoim e o milho.

O Pepper ringspot virus (PepRSV) foi descrito no Brasil no início dos anos 60, sendo caracterizado como integrante do gênero Tobravirus, podendo causar danos a culturas como tomate e pimentão. Até o momento, o ciclo de vida desses vírus não é completamente conhecido.

Sabe-se que algumas proteínas virais são essenciais na infecção. Dentre estas, a proteína capsidial (CP), a do movimento (MP) e a helicase (HEL) que ainda não possuem estruturas definidas. Desta forma, o trabalho teve como objetivo analisar a estrutura da proteína capsidial do Cole latent virus (CP-CoLV); da proteína do movimento do Pepper ringspot vírus (MP-PepRSV) e de um fragmento da helicase do Pepper ringspot virus (HEL-PepRSV).

Vetores de expressão, contendo as sequências de interesse, foram transformados. Nos testes de indução de expressão a 37ºC observou-se a formação de corpos de inclusão para as três proteínas em questão. Após lavagem dos corpos de inclusão, as proteínas purificadas foram reenoveladas e concentradas.

Após reenovelamento, a CP-CoLV e a MP-PepRSV foram analisadas por dicroísmo circular para verificar o seu conteúdo de estrutura secundária. Essa análise confirmou a eficiência do processo de reenovelamento. A CP-CoLV também foi analisada por espalhamento dinâmico de luz, para estimar a distribuição de tamanho das populações de partículas que estão presentes na solução.

Os dados do espalhamento dinâmico de luz mostraram que a proteína encontra-se estável e monodispersa. Dessa forma, dentre as proteínas estudadas, a CP-CoLV apresentou melhores condições para os testes de cristalização. Através da expressão a 18°C, foi possível obter a CP-CoLV em seu estado nativo.

A proteína foi purificada sob condições não-desnaturantes e analisada por espectroscopia de infra-vermelho. Por modelagem molecular por homologia e Threading, foi possível elaborar modelos tridimensionais da CP-CoLV completa. A predição por ferramentas de bioinformática também mostrou que a estrutura secundária é predominantemente hélice-coile identificou possíveis sítios de modificações pós-traducionais.

Os dados sobre a estrutura da MP, HEL e CP deste estudo poderão contribuir para entender o papel destas no ciclo de infecção dos carlavírus e tobravírus, para elaborar mecanismos de controle e contribuir para o uso biotecnológico destes vírus.

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