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Estação de monitoramento de poluentes



09/04/2007

Ao centro, estação de monitoramento de gases poluentes; à direita, torre meteorológica do Ipen (Marcello Vitorino/Ipen)

A estação está localizada em um ponto bastante favorável aos estudos de formação do gás, por localizar-se distante do fluxo de veículos e a uma altitude de 800 metros, similar à Avenida Paulista e equivalente a um dos pontos mais altos da cidade. A formação do ôzônio não é instantânea; pode levar até algumas horas.

A estação é resultado de um convênio de cooperação científica entre as duas instituições, firmado no ano passado. Há dois meses, opera experimentalmente. No laboratório do Centro de Química e Meio Ambiente (CQMA) do instituto, as amostras coletadas diariamente são analisadas, identificadas e quantificadas. “Além de ser adicionada à rede telemétrica da Cetesb, a estação fornecerá à comunidade científica um ponto privilegiado de experimentos em atmosfera”, afirma Luciana Vanni Gatti, coordenadora do Laboratório de Química Atmosférica do CQMA.

O ozônio é o poluente que mais ultrapassa os parâmetros de qualidade do ar estabelecidos nas legislações federal e estadual. Chega a atingir níveis de concentrações elevadas que levam à classificação na cidade da má qualidade do ar. Como o ozônio é um poluente secundário, pois não é emitido diretamente pelas fontes antropogênicas, os programas sobre as fontes para a redução deste poluente estão baseados no controle das emissões dos poluentes precursores do O3, ou seja, os óxidos de nitrogênio (NOx) e os compostos orgânicos voláteis (VOCs).

Os NOx, monóxido de carbono e VOCs são gases emitidos 97% pelos veículos automotivos. Entender essa dinâmica dos compostos poluentes na cidade auxilia a adoção de políticas públicas.

Os dados meteorológicos são obtidos pela torre meteorológica do instituto. O instituto já tinha disponível a infra-estrutura. Só foi preciso adequar e padronizar tudo, de acordo com os padrões da Cetesb.

A agência ambiental mantém 29 estações automáticas de monitoramento da qualidade do ar na Região Metropolitana de São Paulo, a maior parte localizada em áreas de grande fluxo de veículos. No boletim da qualidade do ar da Cetesb desta quinta-feira os dados coletados pela estação já estarão disponíveis.

A estação se chamará Ipen-USP e estará disponível à comunidade científica para desenvolvimento de trabalhos conjuntos. Os pesquisadores interessados em utilizar a estação devem contatar Luciana Gatti pelo e-mail lvgatti@ipen.br.

Ozônio

A destruição da camada de ozônio é uma das preocupações mundiais. Na camada chamada estratosfera (entre 15 e 30 quilômetros da superfície da terra), o ozônio é não só benéfico à vida no planeta como também necessário. Ele filtra os raios ultravioleta, protegendo os seres vivos da radiação UV-B. No entanto, quando se concentra na faixa de ar próxima ao solo (baixa troposfera), é um poluente nocivo à saúde humana e produtividade agrícola, por exemplo. Pode afetar tanto pessoas com problemas respiratórios quanto indivíduos saudáveis. Experimentos realizados com voluntários mostram que o ozônio produz irritação passageira do sistema respiratório, provocando tosse, respiração ofegante e dor no peito durante a respiração profunda.

A maior concentração do ozônio ocorre no horário de pico da radiação solar. Por isso, essa seria a pior hora para realizar a prática de esportes como a corrida. Por conta do maior volume de ar circulando nos pulmões durante o esforço empreendido pela corrida exatamente no horário do dia em que a concentração de ozônio está aumentada, o praticante sente ainda mais o resultado da ação do poluente. Especialmente portadores de rinite, bronquite ou sinusite devem ficar atentos a esse detalhe.

Fonte: Site Ipen

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