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Esalq terá núcleo de pesquisa em bioenergia



07/06/2011

Evento da Esalq foi liderado pelo reitor da USP, João Grandino Rodas

Pesquisadores e grupos da Universidade de São Paulo (USP) que atuam na área de bioenergia acabam de ganhar um importante estímulo às suas atividades. Na última sexta-feira, 3 de junho, foi lançado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, o Núcleo de Apoio à Pesquisa em Bioenergia e Sustentabilidade (NAPBS). O evento, liderado pelo reitor João Grandino Rodas, ocorreu simultaneamente às comemorações dos 110 anos da Esalq.

Atenta às necessidades do mundo contemporâneo, a USP já conta com diversos grupos trabalhando em ciência básica e aplicada em biocombustíveis, energias renováveis em geral e sustentabilidade ambiental. O núcleo, porém, deve criar condições institucionais para a integração do conhecimento desenvolvido, muitas vezes disperso pela fragmentação geográfica de unidades e campi. Espera-se que este centro agregador incremente a produtividade das pesquisas e também a transferência de conhecimento e tecnologia para o setor produtivo.

O NAPBS envolve grupos de pesquisa que trabalham desde agricultura e genética de plantas, estudos de paredes celulares e mecanismos moleculares da decomposição da celulose até o desenvolvimento de tecnologias de bioenergia de segunda geração em escala industrial, uso racional de energia, química verde, e impactos sócio-econômicos e ambientais.

Para o reitor Grandino Rodas, o lançamento do NAPBS é quase que um coroamento dos 110 anos da Esalq. "A importância do núcleo não está somente nos assuntos tratados, mas em suas caracteristicas, que devem inspirar os demais grupos, sendo um centro interunidades e interdisciplinar. Algo que é muito dificil de se fazer: o saber não é dividido, nós o dividimos por necessidade da mente humana. Esperamos, porém, que isso ajude a inaugurar um outro momento da Universidade", afirma.

Sem sede fixa anunciada até o momento, inicialmente integram o NAPBS pesquisadores de Esalq, Instituto de Química (IQ), Escola de Engenharia de Lorena (EEL), Instituto de Química de São Carlos (IQSC), Instituto de Física de São Carlos (IFSC), Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP), Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCF), Faculdade de Direito de Ribeirão Preto (FDRP) e Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA), todos da USP.

Segundo o vice-reitor administrativo da USP, e coordenador científico do núcleo, Antonio Roque Dechen, a meta é constituir um programa de pós-graduação interuniversidades, com a participação de USP, Unesp e Unicamp.

Esalq: novos rumos para uma história de excelência
Nos 110 anos da instituição, o diretor da Esalq, José Vicente Caixeta Filho, lembra que a escola foi precocemente elevada de profissionalizante (Escola Agrícola Prática de Piracicaba, em 1901) para o nível universitário graças à sua qualidade de ensino e pesquisa, com "uma história de sabedoria, inspirações, paixões e sonhos", diz.

De acordo com Caixeta Filho, se por um lado a Esalq herdou uma série de desdobramentos decorrentes das ações empreendedoras de Luiz Vicente de Souza Queiroz (proprietário da fazenda doada para a construção da Escola), por outro, ela tem "a responsabilidade de trazer sempre mais contribuições a um ambiente acadêmico e de mercado cada vez mais pautado pela competitividade", declara.

"Se as carreiras oferecidas pelos cursos da Esalq são as profissões do futuro, podemos dizer que este futuro já chegou, seja para a própria Esalq, seja para o nosso país. Passaram pelos nossos bancos centenas de milhares de profissionais que hoje são claramente identificados e reconhecidos pela sua competência. E esse compromisso com a nossa indentidade institucional nos dá a segurança de que muitos outros '110 anos' poderão ser comemorados com o sucesso das atividade de ensino, pesquisa e extensão", projeta o diretor.

Para o reitor Grandino Rodas, muito mais que uma unidade, a Esalq reúne as condições de uma verdadeira universidade dentro de Piracicaba. "A marca extremamente forte da Esalq em Piracicaba fez com que ela tomasse um rumo diferente de outros campi, como São Carlos e Ribeirão Preto. Mas na prática ela é uma universidade", sugere.

E os elogios à Escola não vieram desacompanhados de uma forma objetiva de reconhecimento. Durante a solenidade no Salão de Eventos da Esalq, o reitor anunciou a mobilização de verba para a construção de um Centro de Convenções, que poderá também ser acompanhado de um Centro de Exposições, segundo ele "necessários para a região, servindo à USP e à Esalq, mas também à comunidade como um todo, já que a Universidade precisa estar ligada ao restante da sociedade. A Esalq também não seria o que é sem as pessoas de fora", salienta.

Grandino Rodas afirmou ainda que o campus de Piracicaba será o primeiro do interior a ser dotado de um projeto de iluminação nos mesmos moldes do que foi feito para o campus de São Paulo, e que é semelhante ao que já foi instalado em locais como a Avenida Paulista e o Parque do Ibirapuera, na capital paulista.

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