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Enem coloca ETE’s em primeiro lugar



02/03/2007

Na avaliação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enen), promovido pelo Ministério da Educação, a Escola Técnica Estadual de São Paulo (Etesp), na zona norte da capital paulista, conquistou o 1º lugar entre as escolas públicas do Estado, o 1º lugar entre as escolas públicas da capital, o 10º lugar entre as públicas de todo o país e o 8º entre as públicas e particulares da capital. No ano passado, ficou em 2º lugar entre as públicas da cidade e 8º entre as públicas e privadas da cidade.

Qual é o segredo dos bons resultados? Na opinião do diretor da escola técnica São Paulo, Carlos Augusto de Maio, um dos motivos é que o aluno da ETE gosta de estudar. Para se ter uma idéia de como é acirrada a concorrência do vestibulinho, no primeiro semestre deste ano a escola ofereceu 640 vagas para os ensinos médio e técnico. Desse total, as 160 vagas do ensino médio foram disputadas por 2.170 candidatos. No técnico, para as 480 ocupações disponíveis, houve 2.202 inscritos.

Outro item que pesa no ensino é a qualificação dos professores. Dos 96 docentes, cerca de 30% cursaram pós-graduação (lato sensu ou stricto sensu). Regularmente, o Centro Paula Souza, instituição que administra as ETE’s, destina cursos de capacitação a esses profissionais.

Há ainda palestras com empresas em áreas como construção civil e automação industrial, que abordam as novas tecnologias do mercado. “Nossos alunos lêem muito, não só didáticos. A biblioteca está sempre cheia. Eles sempre procuram se atualizar”, observa o diretor.

São encontrados na biblioteca mais de 23 mil livros das diferentes áreas do conhecimento, incluindo obras de literatura nacional e estrangeira. Há também grande acervo de revistas, filmes, CD’s pedagógicos e outras fontes. O espaço é equipado com dez computadores banda larga de Internet para pesquisas de trabalhos escolares.

Acesso facilitado – Thalita Lodos da Ressurreição, 16 anos, mora em Guarulhos e foi aprovada no vestibulinho da Etesp para ingresso no início deste ano. Ela veio de escola particular e fez um ano de cursinho: “Passei aqui e na Federal. Analisei as duas escolas. Meu professor de cursinho falou muito bem da Etesp. Preferi estudar aqui”. Para o futuro, quer prestar Medicina na USP.

“A ETE de São Paulo é a síntese da cidade”, disse Thalita, ao destacar que os estudantes provêm de vários bairros da cidade e da Grande São Paulo, com acesso facilitado pela proximidade do Metrô.

Além disso, a estudante ressalta a participação dos pais em reuniões mensais com a equipe da escola. Eles opinam e sugerem melhorias estruturais para elevar a qualidade do ensino. Recentemente, os familiares reivindicaram computadores e equipamentos para laboratórios e biblioteca. A solicitação foi atendida com verbas do governo do Estado. “O material adquirido facilita o trabalho dos professores”, frisa o diretor Augusto de Maio.

Os parentes dos alunos ainda propuseram reforma do prédio da ETE e salas de aula, aprovada pela Fundação de Desenvolvimento da Educação e Associação de Pais e Mestres (APM) da instituição de ensino.

Ouro – “Nosso aluno gosta muito de desafios”, ressalta o diretor. No ano passado, 100% dos alunos do ensino médio participaram da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. O diretor informa que 5% desse total foram classificados e realizaram as provas da segunda fase do concurso, cujo resultado final sairá ainda neste mês. Na edição de 2005, a Etesp ganhou duas medalhas de ouro e cinco bolsas de iniciação científica.

Outra atividade que testa os conhecimentos e rompe os limites dos escolares da Etesp é a prova unificada do ensino médio. Elaborada pelos próprios professores, a avaliação contém testes de todas as disciplinas, como num vestibular. “Nosso objetivo é desmistificar o conceito de vestibular e afastar o medo que eles têm da prova”, afirma o diretor. Nessa avaliação eles verificam seus erros e aprendem a observar os cuidados necessários para transcrever os resultados corretamente no gabarito.

Com ajuda de professores voluntários, alguns estudantes criaram, no ano passado, uma oficina de teatro. A peça O Telescópio é composta por 16 integrantes e será reapresentada aos seus familiares. Aulas de teatro estimulam a aquisição de conhecimentos, leitura, interpretação e desinibição.

Desde o segundo semestre do ano passado, docentes voluntários oferecem aulas de reforço para o vestibular a cerca de 100 alunos interessados. As aulas são ministradas fora do horário de aula e integram as disciplinas matemática, história, biologia, português e redação.

Fonte: IMESP

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