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Emissão de poluentes cai em Cubatão



21/08/2008

A emissão de poluentes caiu 98,8% em Cubatão nos últimos 25 anos com os programas da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) somados a investimentos que ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão das industrias da região. O índice foi comentado pelo governador em exercício Alberto Goldman, nesta quinta-feira, 21, em visita ao município, onde participou da cerimônia de inauguração de uma nova fábrica da Carbocloro.

“Há 20 anos a situação em Cubatão era dramática. Uma ação efetiva do Governo do Estado e das próprias indústrias fez com que mudássemos esse quadro”, disse Goldman durante a visita, acompanhado pelo secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce. “A queda dos índices de poluição é uma demonstração de que é possível promover o desenvolvimento de um país garantindo a sustentabilidade”, completou.

Durante o evento, Goldman lembrou que há pouco mais de uma semana a Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou projeto de lei enviada pelo governador José Serra que autoriza a criação da Investe São Paulo (Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade). A agência surge como instrumento para atrair novos investimentos, nacionais ou internacionais, para o Estado.

"Essa agência fará a interface com o setor produtivo para discutir os problemas e procurar resolver questões, sejam elas no meio ambiente, na área tributária ou na própria infra-estrutura. O governador Serra tem clareza de que o futuro da sociedade deste Estado está ligado diretamente a capacidade de aumentarmos os investimentos e a produção e, ao mesmo tempo, contribuirmos como o desenvolvimento do país", reforçou o governador em exercício.

Parceria

A redução do índice de emissões de poluentes em Cubatão foi alcançada depois de uma parceria entre as indústrias e os órgãos fiscalizadores, mobilização da sociedade, conscientização ambiental e maior rigor da legislação. De acordo com os técnicos da Cetesb, no início da década de 80 a emissão de material particulado chegava a 363 mil toneladas/ano, marca que foi reduzida em 98,8%. No caso dos hidrocarbonetos, a queda atingiu 95,79%. Já a redução da emissão de fluoretos é ainda maior: 99,11%.

Técnicos da Cestesb constataram ainda que os óxidos de enxofre e a amônia, considerados grandes vilões por causarem a chuva ácida, que matava a vegetação da Serra do Mar, foram reduzidos em 72,17% e 99,43%, respectivamente. O lançamento de carga orgânica em corpos d'água também atingiu o objetivo proposto no início do Programa de Controle de Poluição: redução de 92,5%. No mesmo período, houve 28,3% de redução na captação de água e um aumento de 65,6% na recirculação da água no processo produtivo, somado à captação de águas pluviais.

"É fundamental reconhecer o papel dos ambientalistas, que naquela época criticavam o modelo de desenvolvimento predatório que se instalou por aqui. A recuperação de Cubatão só foi possível porque trabalhamos juntos e a população se envolveu e exigiu uma mudança", observou o secretário estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano.

Além do processo para intensificar a fiscalização, outra ação mantida pelo governo estadual na região da Serra do Mar é a remoção das famílias que ocupam as áreas de risco na encosta da serra, para locais seguros, onde poderão ter a escritura definitiva de suas casas. No total, o governo estadual investirá R$ 400 milhões.

Fábrica

Em Cubatão, o governador em exercício visitou as novas instalações da Carbocloro. A empresa investiu R$ 275 milhões numa moderna planta para produzir cloro. O faturamento anual da empresa chegou a R$ 772 milhões em 2007. Para este ano a expectativa de crescimento é da ordem de 15%. Com a ampliação, a capacidade anual de produção de cloro passou de 253 mil para 360 mil toneladas, enquanto que a de soda cáustica será de 375 mil.

A empresa mantém ainda o projeto Hidrovia no Rio Cubatão que ligará a fábrica ao Porto de Santos, por onde será transportado, por meio de barcaças, o sal utilizado no processo de fabricação dos insumos, substituindo os caminhões. A Carbocloro recebe atualmente 440 mil toneladas de sal grosso por ano e no final da expansão consumirá em torno de 610 mil toneladas. Com a implantação da hidrovia, as barcaças atravessarão o estuário e o rio por um percurso de 11 quilômetros;

A obra foi aprovada por unanimidade em audiência pública e a previsão é que seja finalizada em 2010. Entre as vantagens estão a criação de 200 postos de trabalho durante as obras e a redução do trânsito de caminhões pelas estadas da região – estima-se eliminar 50 mil viagens anuais. A substituição do transporte diminuirá em 80% a emissão de gases para a atmosfera, contribuindo para reduzir ainda mais a poluição na Baixada Santista.

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Governo do Estado de São Paulo
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