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Deficientes físicos iniciam curso do Via Rápida Emprego



15/08/2011

Alunos recebem material didático, transporte e bolsa-auxílio para desempregados (Wendel Martins/SDECT)

Alunos recebem material didático, transporte e bolsa-auxílio para desempregados

As aulas do Via Rápida Emprego para deficientes físicos tiveram início nesta segunda-feira, 15 de agosto, em Santos. Ao todo, são 100 vagas em quatro cursos: informática básica, armazenagem e reposição de mercadorias, auxiliar de escritório e operador de computador. A qualificação tem duração de 42 dias.

Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SDECT), o Via Rápida Emprego firmou em Santos uma parceria com a coordenadoria de Defesa de Políticas para pessoas com Deficiência (Code) da prefeitura. A execução dos cursos é de responsabilidade da Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência (Avape) e do Centro Paula Souza.

“Esse é o primeiro passo para promover a justiça social e gerar novas oportunidades às pessoas que precisam de apoio para iniciar novos projetos”, afirmou o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Paulo Alexandre Barbosa. “As empresas se modernizam e necessitam cada vez mais de profissionais preparados. Essa é a finalidade do Via Rápida: transformar a vida dos desempregados e oferecer profissionalização para 30 mil pessoas até o final deste ano”, completou.

Já o secretário de Defesa da Cidadania (Secid) de Santos, Paulo Murat Filho, afirmou que o Via Rápida Emprego é uma ferramenta fundamental para a capacitação dos cidadãos. De acordo com Murat Filho, o deficiente físico tem capacidade de produzir, mas não tem chances de se capacitar. “Existe um descompasso entre o empregador e o empregado. Temos que ampliar esse movimento de inserção. Queremos que o nosso aluno seja olhado como cidadão e não por sua deficiência”, afirmou.

Para o coordenador do Code, Luciano Marques, o programa já é um sucesso. Para ele, a empresa desconhece a potencialidade do trabalhador com deficiência e para o deficiente falta a preparação para o mercado de trabalho. “Queremos uma contratação para incluir de verdade e não somente para preencher cotas”, comentou.

Segundo Marques, além das funções específicas, o curso traz lições de como o deficiente físico pode lidar com o universo do mercado de trabalho. “Ele tem que entender que, como profissional, não tem privilégio e precisa aprender a se relacionar no ambiente corporativo, usufruindo dos direitos e dos deveres. É uma preparação como cidadão”, ressaltou.

Todas essas ações são uma boa notícia para a aluna Laudir Nogueira Prates Pereira, que está cursando a primeira aula de armazenagem e reposição de mercadorias. Ansiosa, ela espera aprender muito em busca de uma nova colocação no mercado de trabalho. “O curso do Via Rápida veio num momento perfeito para mim. É uma grande oportunidade de mudar a minha vida”, comemorou.

Os alunos vão receber material didático e subsídio de transporte no valor de R$ 120. Os que estiverem desempregados, sem seguro-desemprego ou benefício previdenciário, também têm direito à bolsa-auxílio mensal de R$ 210 durante o período do curso.

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