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Conservação de energia



08/05/2014

Fonte: IPT
 
A Comgás (Companhia de Gás de São Paulo) contratou o IPT para realizar o monitoramento de caldeiras e aquecedores de fluido térmico, operando com gás natural, de várias empresas das Regiões Metropolitanas de Campinas e de São Paulo. Realizado pelo Laboratório de Energia Térmica (LET), o trabalho buscou levantar o rendimento térmico e emissões atmosféricas dos equipamentos. O Instituto contou com uma unidade móvel equipada com instrumentos de medição de variáveis de processo e sistemas de visualização e aquisição de dados

A seleção das empresas participantes foi realizada pela Comgás, empresa que financiou o projeto com recursos do seu Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico e de Conservação e Racionalização do Uso do Gás Natural. Na seleção, buscou-se contemplar distintos setores industriais (têxtil, celulose e papel, metalúrgico, tintas, alimentício etc.) e equipamentos de diferentes concepções, potências, estados de conservação e níveis de automação.
 
“A maioria dos cerca de cinquenta equipamentos monitorados apresentou rendimento térmico relativamente baixo, devido, principalmente, à ausência de controle do excesso de ar operacional e de aproveitamento energético dos gases de combustão”, afirma Renato Vergnhanini, pesquisador do LET responsável pela coordenação do projeto. “Quanto às emissões, tratando-se de gás natural, limitaram-se, praticamente, às de NOx (óxidos de nitrogênio) e a taxas reduzidas, aquém da estabelecida pela legislação nacional”, acrescentou. 

Depois do levantamento, os pesquisadores do IPT realizaram seminários nas indústrias participantes com o objetivo de apresentar e debater os resultados. Também foi discutido como proceder para reduzir as emissões de poluentes atmosféricos e o consumo de gás natural nos equipamentos. Foram apontadas desde estratégias de custo zero e aplicação imediata, como modificações nos procedimentos operacionais do equipamento até medidas de médio prazo, envolvendo troca e aquisição de equipamentos e instrumentos.
 
“Por exemplo, o consumo de combustível de uma caldeira pode ser reduzido em cerca de 4 a 5% com a instalação de um pré-aquecedor de água (“economizador”) na chaminé, investimento que se paga em poucos meses, dependendo do regime de operação do equipamento”, afirma o pesquisador. 

Nos seminários, as indústrias receberam material eletrônico contendo os valores medidos, tratados e sistematizados na forma de gráficos e tabelas. Também foi entregue a relação de medidas de otimização recomendadas, o “Manual do Uso Eficiente do Gás Natural”, elaborado recentemente pelo LET e um aplicativo desenvolvido pelo laboratório para o cálculo estimativo do rendimento térmico e a avaliação da influência de parâmetros operacionais no consumo de combustível dos equipamentos. 

Os resultados globais obtidos no projeto foram apresentados em três eventos: dois, reunindo as equipes de assistência técnica e de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Comgás e um, dirigido a clientes industriais da Comgás de Campinas. Está prevista, ainda, a realização de mais um seminário para clientes de São Paulo.

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