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Começa Congresso de Iniciação Científica



24/10/2013

Um dos meios adotados pelas instituições de ensino superior para inserir alunos de graduação em pesquisa é o estímulo ao desenvolvimento de projetos desde o primeiro ano. O resultado desta iniciativa pode ser a ampliação do número de pesquisadores na comunidade científica brasileira. Na Unicamp, pela 21ª vez, o resultadodos trabalhos desenvolvidos por alunos de graduação é exposto no Congresso de Iniciação Científica. O total de 1.346 pôsteres será apresentado até sexta-feira (25). Os primeiros projetos apresentados no Ginásio Multidisciplinar são das áreas de Artes e Ciências Biológicas, desenvolvidos dentro do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic).

Na quinta-feira, das 14 às 16 horas, o espaço abriga trabalhos das áreas de Ciências Exatas e Humanas e, na sexta-feira (25), no mesmo horário, expõem alunos e bolsistas das áreas tecnológicas. “Este é o principal evento de iniciação científica que acontece no Brasil. Tem aproximadamente 1.500 alunos trabalhando durante três dias. É um encontro extremamente importante porque os estudantes de iniciação científica são os pesquisadores do futuro”, declara o assessor da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) Fernando Antônio Santos Coelho.

De acordo com o assessor, esta edição conta com um número maior de alunos e com a participação de avaliadores externos, que escolherão os 20 melhores trabalhos do congresso. “Esta novidade faz com que a qualidade dos trabalhos aumente. Além disso, os 20 trabalhos mais bem avaliados receberão prêmio no valor total de R$ 3 mil. É uma forma de incentivar e deixar claro que a atividade de iniciação científica é fundamental”, acrescenta Coelho.

Para Gláucia Maria Pastore, pró-reitora de Pesquisa da Unicamp, a qualidade do trabalho científico que os alunos têm apresentado é extremamente importante para comunidade. “Investir no jovem talento é uma grande aposta da universidade”, declara. O congresso estimula o aluno de graduação a apresentar seu trabalho, que é a base não só da pós-graduação, no futuro, mas do treinamento pessoal de cada um.

De acordo com Gláucia, a iniciação científica da Unicamp é um modelo para muitas instituições do País, que procuram a PRP para conhecer o Pibic de perto. A qualidade melhora, na medida em que a avaliação dos especialistas externos avaliam os trabalhos do conteúdo à apresentação. “Eles avaliam a forma como o trabalho é colocado, se consegue transmitir a mensagem do que pesquisaram e o resultado obtido.”

Sobre participação de bolsistas de ensino médio, do Profis e do PIC-Jr, Gláucia declarou que o ensino médio brasileiro precisa de um avivamento e entusiasmo e, quando esses estudantes vêm para a Unicamp, que consegue entrosá-los dentro de um grupo de pesquisa, e eles entendem qual o papel e a importância, isso acaba sendo fator de motivação muito grande para outras pesquisas.

Para a professora da Faculdade de Enfermagem Eliete Maria Silva, orientadora de um dos projetos do PIC Jr, a importância do programa é o trabalho da Universidade com o nível médio. “Esta é uma experiência que a Faculdade de  Enfermagem vivencia em seu dia a dia, mas outras unidades da Unicamp não têm necessariamente. Para nós, foi rica esta parceria porque os alunos puderam nos ajudar a adequar nosso discurso sobre os problemas da violência e da saúde para facilitar a comunicação com pessoal do nível médio”, acrescenta. Para Eliete, por meio desta pesquisa, tanto os alunos quanto a sociedade passam a conhecer o Mapa da Violência e o impacto dos dados nele apresentados na saúde e nos dados de demografia. “É uma pesquisa grande, mas precisava ser traduzida e gerar mudanças de comportamento”, avalia.

Para o pró-reitor de graduação, Luís Alberto Magna, a participação de um grande número de alunos de graduação mostra à comunidade da Unicamp e à comunidade externa quem são os alunos da Unicamp. “Cumprimento cada aluno, pessoalmente, com abraço sincero e caloroso, pelo valor ao demonstrar a pujança que é o conjunto de alunos que faz dessa universidade o que ela realmente é”, declara.

O coordenador-geral da Universidade, professor Alvaro Crósta, disse que a iniciação científica tem significado importante porque a Unicamp se caracteriza por uma sinergia, uma união grande entre ensino, pesquisa e extensão e nada melhor para simbolizar esta sinergia que um congresso de iniciação científica. “Quando olho para vocês, vejo-me décadas atrás como aluno de iniciação científica, desenvolvendo trabalhos que abriram as portas para minha vida científica. Tenho certeza que muitos de vocês estarão aqui um dia na posição de docente ou pesquisador, perpetuando esse ciclo virtuoso que é a ciência.” Crósta acredita que muitas das experiências apresentadas no congresso poderão evoluir na forma de trabalhos científicos a ser publicados para artigos de revista, capítulos de livros. 

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