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Ciclo na USP discute ciência e inovação no Brasil



19/11/2014

Fonte: Universidade de São Paulo

Professores discutem ciência e inovação no Brasil (Divulgação)O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), professor Glaucius Oliva, abriu sua exposição no terceiro encontro do ciclo A USP e a Sociedade, realizado no dia 17 de novembro, na sala do Conselho Universitário, que teve como tema “Inovação científica”.

Coordenado pelo professor Luiz Nunes de Oliveira, o encontro, além de Oliva, teve a participação do presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), professor Glauco Antonio Truzzi Arbix e do coordenador adjunto de Programas Especiais e Coordenador do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da Fundação de Amapro à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Hernan Chaimovich.

Estavam presentes também o reitor da Universidade de São Paulo (USP), Marco Antonio Zago, e o presidente da Comissão Coordenadora das Comemorações dos 80 Anos da USP, professor José Goldemberg.

Glaucius Oliva respondeu àqueles questionamentos citando dados que apontam os grandes avanços da ciência brasileira. “Temos 45 mil grupos de pesquisa, 2,7% das publicações, formamos 45 mil mestres, mais de 25 mil doutores, as matrículas nos cursos de graduação obtiveram crescimento extraordinário nos últimos dez anos em função das várias políticas educacionais. O número de docentes em dez anos saltou de 35 mil para 85 mil professores com doutorado em universidades públicas em tempo integral. Estamos com 5.700 programas de pós-graduação (mestrado, doutorado e mestrado profissional).

As instâncias governamentais aumentaram seus orçamentos, como o CNPq, com R$ 3,7 bilhões por ano, a Capes, com R$ 6 bilhões por ano, e a Fapesp, com R$ 1 bilhão por ano.” Para Oliva, esses são fatos da ciência brasileira que mostram que ela está cumprindo o seu papel ao criar um sistema nacional de ciência e tecnologia.

Em sua exposição, o presidente da Finep, Glauco Arbix, também destacou o enorme avanço da ciência e tecnologia no Brasil nos últimos 20 anos. “Temos hoje uma comunidade científica mais forte e grupos empresariais mais dinâmicos, mesmo com todas as dificuldades encontradas”, disse, lembrando que 22 Estados da federação já aprovaram leis de inovação. “São cerca de 7 mil empresas brasileiras que desenvolvem ciência, tecnologia e inovação, e 2 mil que desenvolvem estratégias de crescimento”, analisou.

Mesmo avaliando bem a performance brasileira em ciência, tecnologia e inovação, o presidente da Finep destacou a importância de se criar uma série de mecanismos legais para uso de verbas sobressalentes em instituições públicas, como a Agência Nacional de Petróleo (ANP), Gás Natural e Biocombustível, que tem R$ 2 bilhões para investimentos na área de pesquisa em petróleo; a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com R$ 600 milhões não reembolsáveis, que podem ser utilizados para a pesquisa básica, e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com R$ 3 bilhões por ano em recursos não utilizados, que acabam caindo na vala comum do tesouro nacional.

Segundo Arbix, para o Brasil se aproximar dos países avançados no investimento em ciência, tecnologia e inovação, é preciso crescer 5% ao ano. Em dez anos, o investimento público deve saltar dos atuais R$ 27 bilhões para R$ 50 bilhões. “É necessário acelerar para diminuir a distância que separa a nossa CT&I da fronteira do conhecimento.”

O terceiro palestrante do encontro, professor Hernan Chaimovich, referiu-se à imensa contribuição da USP para a ciência e a tecnologia no Brasil em seus 80 anos de atividades. Ele citou o mais recente ranking da editora norte-americana US and World Report. Esse ranking mostra que a USP é a melhor universidade da América Latina, alcançando a quinta posição no mundo em ciências agrícolas, a 65ª posição em biologia e a 58ª em química. “Quero mostrar com esses indicadores que esta universidade, neste continente, está disparadamente na frente de todas as universidades.”

Ele lembrou ainda a USP continua produzindo 25% de toda a produção científica de todo o Brasil. “Não há ciência no País sem a USP.” O mais importante no momento, para Chaimovich, é a Universidade recuperar sua imagem positiva diante da sociedade, já que a mídia comercial tende a destacar diariamente apenas assuntos negativos sobre sua atuação. “Como recuperar essa imagem e fazer com que a sociedade paulista nos veja com uma visão mais altruísta, depois de termos colaborado com mudanças na agricultura, na engenharia, na aeronáutica, na saúde e na educação, entre outras áreas, e investido em inovação e na formação de milhares de doutores?”

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