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Cespeg discute cadeia de fornecedores



24/11/2008

O setor de petróleo e gás natural já vinha recebendo, em ritmo acelerado, altos investimentos, até mesmo antes do anúncio da camada de pré-sal. Com as recentes descobertas de novos poços de petróleo e gás na Bacia de Santos, o setor passa a dar mais atenção aos inúmeros desafios tecnológicos, estruturais e mercadológicos enfrentados durante os processos de extração do óleo. Um dos grandes gargalos da produção de petróleo no Brasil é o desenvolvimento de uma complexa e eficiente cadeia de fornecedores para a indústria.

Com o objetivo de discutir o tema, a Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, por intermédio da Comissão Especial de Petróleo e Gás Natural (Cespeg), promoveu nesta segunda-feira, 24 de novembro, um workshop que contou com a participação de representantes do Governo do Estado, prefeituras e entidades empresariais, como Abimaq, Onip, Abdi, IPT, entre outras. No evento, questões sobre as demandas atuais, as barreiras e o cenário futuro da exploração de petróleo foram levantadas.

Descobrir quais são os problemas que as empresas enfrentam no fornecimento de máquinas e equipamentos nesse setor foi um dos temas abordados durante o workshop. Para o coordenador-executivo da Cespeg, José Roberto dos Santos, “quem tem a resposta são os empresários, por isso estamos realizando essas reuniões e convidando empreendedores e entidades competentes para colaborar com nossos trabalhos. Só assim, será possível consolidar, ordenar e fortalecer a indústria petroleira do país”.

A participação das pequenas empresas na cadeia de fornecedores também foi debatida durante o encontro. “Por trás das grandes indústrias fornecedoras de petróleo e gás, existem as pequenas empresas, que colaboram muito para a estruturação da cadeia de exploração do petróleo”, afirmou Santos.

A tributação favorável a mercadorias importadas, os desafios tecnológicos enfrentados na exploração de reservas profundas, a logística insuficiente e o difícil acesso das pequenas empresas aos financiamentos que fomentam a produção dos itens fornecidos à indústria do petróleo foram alguns dos fatores que afetam a competitividade da indústria petroleira do Brasil, apontados pelo superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Bruno Musso.

Segundo Musso, para superar esses fatores que bloqueiam o desenvolvimento da indústria do petróleo “é preciso criar um grande cluster, para que todos os atores do setor possam atuar de forma harmônica”, disse. “Assim abrimos oportunidades às empresas que têm potencial, mas que ainda não atuam no setor”, completou. Para ele, as ações do governo, da cadeia de serviços, das empresas e das instituições de ensino e pesquisa devem acontecer de forma integrada, para o desenvolvimento da indústria do petróleo.

Apresentações realizadas

José Roberto dos Santos- Coordenador da Comissão Especial de Petróleo e Gás Natural

Bruno Musso- ONIP

Alberto Machado Neto- Abimaq

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Governo do Estado de São Paulo
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