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Ceeteps emprega quase 80% dos formandos



10/12/2008

O caminho de Thiago Freitas Carrão, de 21 anos, rumo ao primeiro emprego foi rápido. Fez vestibulinho, ingressou no curso de eletrotécnica na Escola Técnica Estadual Getúlio Vargas, freqüentou as aulas durante 18 meses (mais estágio obrigatório de seis meses) e dias depois estava empregado. Para quem faz curso técnico (todos gratuitos) nas Escolas Técnicas Estaduais (Etecs), a conquista do certificado é quase um passaporte de entrada no mercado de trabalho, segundo pesquisa realizada em 2007, pelo Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (Ceeteps).

Diferentemente dos jovens que buscam o primeiro emprego e enfrentam dificuldades, 77,3% desses formados conseguem trabalho um ano após obterem o diploma. Alguns cursos têm índice de aproveitamento até superior. Exemplo mais comum, o de mecânica: 96%. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de empregabilidade é de 71,8%. Para os jovens não-técnicos, com idade entre 18 e 24 anos, o índice de empregabilidade é de 17,9%, de acordo com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), de 2008.

A responsável pelo levantamento, a assessora de avaliação institucional Roberta Froncilo, aponta duas razões para isso: os alunos que procuram a instituição têm o propósito de entrar no mercado de trabalho; os cursos atendem às necessidades das empresas e estão sempre se inovando. “O levantamento das trajetórias dos profissionais serve para avaliar a qualidade de nossos cursos, fazer adequações curriculares e atender às novas necessidades do mercado”. As Etecs têm obtido altos índices de empregabilidade desde a criação da avaliação, em 1995. O menor índice foi 74% (em 2006); o maior, 78,3% (em 2001).

Carência de profissionais – O estudo mostra que 7 mil ex-alunos concluíram o curso em 2006, e eles recebem em média 2,2 salários mínimos. Tiago disse ganhar “bem acima” porque faltam profissionais capacitados em sua área de atuação.

Para quem trabalha no setor, mas não tem formação específica, o curso técnico é uma opção bastante procurada. Edileusa Cristina Siena, 32 anos, trabalhava numa usina como ajudante geral até ingressar no curso de açúcar e álcool (duração de dois anos) da Etec Prof. Helcy Moreira Martins Aguiar, de Cafelândia.

Assim que começaram as aulas, passou a exercer a função de auxiliar de laboratório. “O curso é ótimo, os professores são qualificados, a escola é muito boa e isso tudo nos dá alicerce profissional”, assegura Edileusa, que deverá receber o certificado ainda esse mês. A estudante já tem expectativa de atuar como técnica em açúcar e álcool e de ganhar aumento de salário. Com o diploma de técnico em mecatrônica pela Etec Alberto Feres (de Araras), Márcio Fernando de Souza, 39 anos, passou a receber salário próximo ao de um engenheiro formado.

Ele ressalva que isso se deve a sua longa experiência, pois trabalhava no segmento desde 1993, por estar numa grande empresa e pelo fato de haver na cidade (Rio Claro) carência desses profissionais. Outra explicação é o seu conhecimento de desenho técnico no computador (AutoCAD), obtido por conta própria num curso específico. Afirma que o curso da Etec “realmente vale a pena”, só deveria estender mais dois anos para aprofundar a formação e acrescentar conhecimentos como aplicações de informática.

Perfil dos técnicos – Roberta diz que os pedidos de extensão dos cursos e inclusão de novos conhecimentos são comuns, mas nem sempre podem ser atendidos. Porém, na maioria dos casos, o aluno teria a opção de fazer outro curso e complementar a formação. Pelo levantamento, o setor da indústria emprega 28,2% dos jovens, seguido pelo de serviços (18,4%) e comércio (14,%). Os demais são saúde (9,2%), informática (6,6%), educação (4,9%), agropecuária (4,5%) e construção civil (4,3%).

Quem mais contrata são as grandes corporações (30,2%), seguidas pelas empresas de médio porte (20,5%). Depois aparecem o serviço público (16,3%), as microempresas (15,9%), as pequenas empresas (15,8%), e as propriedades rurais (1,4%). Pela pesquisa, a maioria dos estudantes é constituída de jovens entre 16 e 21 anos (53% de garotos e 47% de meninas). O quase equilíbrio entre os sexos se deve ao fato de haver cursos (secretariado e enfermagem) em que há predominância feminina e outros (mecânica, informática) em que há domínio masculino.

Em geral, o profissional do sexo masculino recebe salário maior do que o público feminino. A maioria (71%) estudou em escola pública. Desses, 69% fizeram o curso após concluir o ensino médio e 31% cursaram simultaneamente.

Paula Souza oferece 83 cursos técnicos
O Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (Ceeteps) mantém 151 Escolas Técnicas (Etecs) estaduais, distribuídas por 121 municípios paulistas. As Etecs ministram o ensino médio e o ensino técnico (que pode ser feito simultaneamente a partir do 2º ano do ensino médio ou após a conclusão deste ciclo). A instituição dispõe de 83 cursos técnicos. O ingresso é por processo seletivo (vestibulinho).

Contratações
Indústria 28,2%

Serviços 18,4%

Comércio 14%

Informática 6,6%

Educação 4,9%

Agropecuária 4,5%

Construção civil 4,3%

MAIS DESENVOLVIMENTO

Governo do Estado de São Paulo
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