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Alunos da Etec de Barretos utilizam casca de ovos em pré-tratamento de água



16/04/2015

Fonte: Centro Paula Souza

Estudantes do curso técnico em Química trabalham no projeto que reutiliza as cascas de ovos (Divulgação)O estudante Renan Pecegueiro Tristão e outros quatro colegas do quarto módulo do curso técnico em Química da Escola Técnica Estadual Cel. Raphael Brandão, de Barretos, criaram um destino sustentável para as cascas de ovos que que são descartadas, pois elas são trituradas e utilizadas no pré-tratamento da água. A alternativa desenvolvida para a primeira etapa de purificação gera ainda um subproduto que pode ser usado por agricultores para fertilizar o solo. O projeto começou justamente com a ideia de criar um fertilizante.


“Queria muito trabalhar com esse subproduto, porque a casca de ovo possui uma quantidade muito grande de carbonato de cálcio e é pouco usada na terra. A intenção era criar algo sustentável”, conta Percegueiro.
 
Porém, os primeiros testes feitos pelo grupo – composto também por Adriel Martins de Oliveira, Flavia Oliveira da Silva, Gabriel Moreira Muniz Santos e Marcelo Pereira da Silva – indicaram que o pó da casca de ovos poderia ser usado para sedimentar a sujeira presente na água. Então, o projeto ganhou novo rumo. Os alunos constataram que, para tratar cada quatro litros de água, basta a casca de um ovo e dois reagentes. A decantação acontece em cinco minutos.

“O processo criado pelos alunos pode substituir o pré-tratamento da água. Em vez de comprar floculantes – substância que faz a sujeira se aglutinar em flocos e decantar –, as estações poderiam aproveitar a casca de ovo, que hoje não tem um encaminhamento sustentável.

Além disso, os reagentes que testamos no projeto são mais baratos que os usados pelas estações”, afirma o professor orientador do grupo e coordenador do curso técnico em Química da Etec de Barretos, Evandro Lucas de Lima. Para ele, a formação de um fertilizante como subproduto a partir do material sedimentado é outra vantagem do projeto dos estudantes em relação ao tratamento convencional. “Nas estações, os flocos de impurezas formados durante o processo têm muito alumínio, que é tóxico”, completa.
 
Após o pré-tratamento, a água ainda precisa passar por outros processos, como filtragem e adição de cloro, para estar apta ao consumo humano, explica o professor.  

A próxima etapa de trabalho dos alunos é o levantamento detalhado dos custos para avaliar e justificar a viabilidade econômica do projeto. Com a experiência adquirida em tecnologia de tratamento de água, o grupo vai buscar ainda parcerias com estações da cidade de Barretos para aplicar a ideia.

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