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Alcoodutos são destaque na imprensa



13/11/2008

O governo estadual pretende permitir já no próximo ano que a iniciativa privada utilize as faixas de domínio (margens) das rodovias paulistas para a construção de dutos para o escoamento da produção de etanol das usinas e destilarias, e para o transporte de outros combustíveis, como gasolina e diesel.

A iniciativa faz parte do projeto Rede Paulista de Dutos, apresentado ontem pelo coorde- nador de Infra-estrutura e Logística da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, José Roberto dos Santos, durante o Congresso Nacional de Bioenergia, em Araçatuba.

A proposta do governo é possibilitar que empresas interessadas em encontrar alternativas para o escoamento da produção de álcool para os mercados interno e externo possam utilizar as margens das estradas para a instalação dos dutos. Para isso, o governador José Serra (PSDB) criou em junho deste ano um grupo de trabalho para a elaboração do projeto de dutos, que envolve sete secretarias estaduais.

O objetivo é encontrar soluções rápidas para resolver um dos principais entraves ao desenvolvimento do setor sucroalcooleiro, a logística, já que se a produção de etanol crescer na proporção esperada para os próximos anos, os meios de transporte atuais - principalmente as rodovias - não darão conta da demanda, podendo inviabilizar o escoamento, com encarecimento do frete e perda de competitividade do etanol brasileiro.

Proposta
Santos explica que o governo não vai investir na construção dos dutos, mas permitir que a iniciativa privada explore esse espaço. A forma de exploração - por concessão ou simples autorização - ainda é estudada. O certo é que quando o projeto estiver finalizado, as empresas interessadas serão chamadas para que o governo analise qual proposta vai beneficiar o maior número de produtores. "De nada adianta o duto passar pelas nossas estradas se ele só puder transportar o etanol de um único produtor. Por isso o governo será bastante criterioso na permissão do uso das rodovias", disse.

Ele revelou que já existem cinco projetos para a construção de dutos que utilizariam a faixa de domínio das rodovias. Alguns já são conhecidos do público, como o alcooduto que ligará Senador Canhedo (GO) a Paulínia (SP). Há pelo menos um projeto para a construção de dutos na Marechal Rondon (SP-300). Nomes de empresas envolvidas não foram divulgados.

Santos explica que há várias vantagens no uso das rodovias, como a rapidez no licenciamento ambiental, relevo favorável e não necessidade de desapropriações, o que vai reduzir custos na construção.

Vantagens
Os dutos permitem a redução da poluição, barateamento do frete e melhor acessibilidade aos portos. Eles fomentam também a multimodalidade, ou seja, o uso de vários meios de transporte (rodovia, ferrovia, hidrovia, etc.) para o escoamento da produção. No comparativo com os demais modais, enquanto o custo para o transporte de um metro cúbico de etanol por quilômetro percorrido é de R$ 0,12, pelo duto, esse custo cai pela metade.

Porém, os dutos não oferecem um retorno imediato, pois o custo para implantação pode chegar a R$ 3 milhões por quilômetro. Além disso, é necessário que haja um volume expressivo de combustível para que esse modal seja competitivo e vantajoso. "Por isso, muitos projetos ainda não saíram do papel. Esse é um processo gradativo, que depende do aumento da demanda do mercado interno e do externo", explica Santos.

O grupo de trabalho deve concluir o projeto até janeiro do próximo ano. Só então as empresas interessadas nas faixas de domínio serão chamadas para apresentarem seus projetos na área de dutovias.

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Governo do Estado de São Paulo
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