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Ajudando a melhorar a qualidade



07/02/2007

Impossível aos consumidores estudar a qualidade e eficiência de cada produto que se consome diariamente. Impossibilidade que aumentaria se estes estudos fossem estendidos a todos os produtos exibidos em publicidades. Nada demais se qualidade, na maioria das vezes, não significasse segurança, saúde e até a vida. Por esta razão o consumidor tem o direito de receber a devida proteção e garantia, por parte do Estado ou de organismos que agem por delegação do Estado, ou ainda, por organismos privados, que assumem o papel de fiador da qualidade do produto ou serviço adquirido. “Para verificar se o serviço prestado é seguro, se a quantidade recebida está correta ou se o produto possui, de fato, as características apregoadas”, como acrescenta o pesquisador Kazuto Kawakita do IPT.

Cumprindo este papel, por vezes em parceria com o Inmetro, o IPT realiza diversos testes de qualidade e de segurança em produtos. Um dos exemplos vem do Centro de Metrologia em Química do Instituto que cuida para que as crianças não tenham brinquedos prejudiciais à sua saúde. “O principal ensaio é verificar a presença de um plastificante, ftalato de dioctila (DOP), e o seu teor segundo a norma NBR 11786 – ‘Segurança do brinquedo’. Em determinada quantidade, este plastificante é considerado um composto perigoso à saúde e não deve ser utilizado em brinquedos destinados a crianças com menos de 3 anos”, explica Shoko Ota, pesquisadora do centro.

Também na área de combustíveis o IPT preza pela qualidade, especialmente trabalhando na operação “De Olho na Bomba”, da Secretaria da Fazenda, e no Programa de Monitoramento da Qualidade de Combustíveis, da Agência Nacional de Petróleo (ANP), abrangendo aproximadamente 3900 postos do Estado de São Paulo. Os ensaios feitos pelo Laboratório de Combustíveis e Lubrificantes garantem a qualidade dos combustíveis, fator de eficiência dos motores.

Outro exemplo é o Centro de Metrologia de Fluídos que atua junto às empresas geradoras e distribuidoras de água e gás, representantes comerciais, fabricantes e consumidores finais. Seu papel é garantir a medição correta da vazão (quantidade escoada em determinado espaço de tempo) destes produtos, para que o consumidor receba a exata quantidade pela qual paga. O Centro atua também como terceira parte na análise e emissão de pareceres técnicos sobre problemas, fraudes e controvérsias de medição, entre outros serviços.

Já o Centro de Tecnologia da Moda do Instituto entra com sua parte na prestação de serviço para as Secretarias da Educação municipais e estaduais, Ministério do Trabalho ou empresas privadas. Nestes trabalhos são verificados qualidade de uniformes escolares, equipamentos de proteção individual e tecidos técnicos para uso industrial. Os ensaios visam descobrir a vida útil e o desempenho que estes produtos terão no dia-a-dia.

Os resultados dos laudos do IPT são informações que permitem aos clientes melhorar a qualidade de seus produtos e, assim, conseguir selos de qualidade ou, simplesmente implementar maior eficiência. Realizar ou não estas melhoras é opção do cliente, pois o IPT não atua como órgão fiscalizador. “Toda a atuação do IPT com relação aos ensaios está referendada por normas técnicas. As normas nacionais são elaboradas na ABNT e deveriam traduzir os anseios da comunidade brasileira com relação àquele produto. As comissões de estudo dessas normas são de livre participação, ou seja, todos os consumidores podem expressar o que esperam dos produtos na fase inicial de avaliação da qualidade”, comenta Richard Pahl, pesquisador.

Fonte: Assessoria de Imprensa IPT

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