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Acordo para co-geração de energia



14/07/2008

Mais energia para o Brasil. É isso que garante o protocolo de intenções assinado nesta quinta-feira, 10, pelo Governo do Estado e representantes dos usineiros de cana-de-açúcar. O documento é mais um passo para viabilizar a conexão das centrais de co-geração de bio-eletricidade ao sistema de transmissão paulista. A iniciativa vai permitir a produção de 5 mil megawatts, mais energia do que todas as usinas hidrelétricas em licitação ao longo do Rio Madeira (3,8 mil megawatts).

O documento foi assinado pela secretária de saneamento e energia, Dilma Seli Pena e por representantes da CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica), Única (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) e a Cogen-SP (Associação Paulista de Co-geração de Energia). O primeiro passo do Estado para o estímulo à geração de energia com bagaço da cana foi dado em setembro de 2007, quando o governador José Serra assinou protocolo com a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) para facilitar os contratos entre usinas produtoras de energia elétrica a partir de biomassa e biogás e as distribuidoras.

Para a secretária de Saneamento e Energia, o principal objetivo do convênio assinado hoje é facilitar a vida dos usineiros interessados em fazer a co-geração de energia. Pelas normas existentes, são eles os responsáveis por viabilizar o envio da energia produzida em suas usinas à rede básica de distribuição e fornecimento. “Isso é muito difícil porque o setor sucroalcooleiro não tem tradição nesse tipo de trabalho. Viabilizamos uma integração do Estado com os usineiros, colocamos todos os agentes envolvidos com a implantação das conexões”, explicou a secretária.

O governador em exercício Alberto Goldman aproveitou para lembrar que o protocolo assinado nesta quinta-feira é mais um fruto da Comissão Especial de Bioenergia constituída pelo governador José Serra em abril do ano passado com o objetivo de discutir ações para incrementar a produção de energia limpa e renovável no Estado. A comissão é comandada pelo professor José Goldenberg, presente na cerimônia de assinatura dos documentos realizada hoje na sede da Secretaria de Saneamento e Energia.

“Estamos viabilizando a transferência da energia elétrica que vai ser produzida através do bagaço de cana, que na verdade é o resto da cana, à todo o sistema”, enfatizou o governador em exercício. Segundo ele, entre os próximos quatro e seis anos poderão ser adicionados ao sistema quase cinco mil megawatts. “Para se ter uma idéia do que isso significa: é mais do que todas as usinas do Rio Madeira que agora estão sendo licitadas, com tantos problemas de ordem ambiental”, ilustrou. Na avaliação dos presentes, o Estado de São Paulo tem em seu solo uma verdadeira Usina de Itaipu em potencial em se tratando de energia, basta partir para a co-geração a partir do bagaço da cana.

A medida torna ainda mais rentável a atividade sucroalcooleira, pois a co-geração de energia traz duas novas fontes de renda. Além de produzir açúcar e etanol, os usineiros agora têm a oportunidade de vender energia elétrica e ganhar com a geração de créditos de carbono, uma vez que se deixará de queimar a palha da cana produzindo bioeletricidade. “É uma riqueza fantástica que temos aqui no Estado”, concluiu Goldman. Segundo mapeamento produzido pela secretaria de Saneamento e Energia, há 168 usinas com potencial de co-geração de energia no Estado de São Paulo. Como a energia vai para um sistema nacional de distribuição, diversos Estados brasileiros serão beneficiados.

Manoel Schlindwein

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