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4° dia do Seminário de Competitividade



21/02/2008

Aconteceu nesta quinta-feira (21/02), na FIESP, o quarto dia do Seminário “Uma Agenda de Competitividade para a Indústria Paulista”, organizado pela Secretaria de Desenvolvimento. Ao todo, o seminário integra um amplo estudo sobre 26 setores da economia paulista. As contribuições e demandas resultantes desse encontro, que conta com a participação de empresários das áreas envolvidas, servirão de base na formulação de uma política industrial para o Estado de São Paulo.

O dia de hoje trouxe para discussão as indústrias de Máquinas-Ferramenta; Implementos Agrícolas; e Bens de Capital sob Encomenda para Geração, Transformação e Distribuição de Energia Elétrica.

O pesquisador do Núcleo de Estudos em Economia Industrial da UNESP, Eduardo Strachman, deu início ao evento do dia apresentando seus estudos sobre os Bens de Capital sob Encomenda. Ele detalhou as estratégias do setor, e colocou a qualidade dos equipamentos como o principal fator de concorrência nessa área da indústria, “o preço dos equipamentos vem como segundo fator”, completou Eduardo.

Quanto à situação do mercado atual, o pesquisador tratou com otimismo, “atualmente o mercado está aquecido, com novos investimentos no mundo inteiro”. Ele falou ainda que o Brasil está acompanhando a vanguarda de tecnologias do setor. “O país tem capacidade de projeto e de fabricação, mas ainda não tem capacidade de desenvolvimento tecnológico completo para turbinas hidráulicas”, analisou.

A grande queixa da indústria de Bens de Capital sob Encomenda, segundo o pesquisador diz respeito à infra-estrutura. O setor sente a necessidade de caminhos alternativos para o transporte de equipamentos. Dentre as políticas sugeridas pelo estudo está a parceria entre Universidades e Institutos de Pesquisas, isenções fiscais, e a preferência para concessões de financiamento para fabricantes do conteúdo local.

Ana Paula Avellar, da Universidade Federal de Uberlândia deu continuidade ao workshop de hoje com a Indústria de Máquinas-Ferramenta. Logo no início da apresentação, Avellar explicou que São Paulo tem uma forte participação nesse setor, representando 70% das Unidades Locais brasileiras. “Dinamicamente o crescimento de Unidades Locais é maior em São Paulo que no Brasil, é um setor importante para o estado”, além disso, tem uma remuneração mais elevada em relação ao país.

O mercado internacional da Indústria de Máquinas-Ferramenta é bastante dinâmico e possui um pequeno número de países na liderança, segundo a consultora do workshop. Quanto à questão tecnológica, o Brasil possui um baixo ritmo inovador. As propostas apresentadas envolveram a criação de um Fundo de Modernização da Indústria de Bens de Capital, com a parceria de um agente financeiro estadual (BNDES), e um banco privado. Outra sugestão é uma política estadual para formação de mão-de-obra técnica via SENAI e Fatecs.

A questão ambiental também é uma das preocupações abordadas no estudo do setor de Máquinas-Ferramenta. Ana Paula Avellar citou a importância de um programa estadual que controle a eliminação de resíduos gerados pelas indústrias, especialmente os metais criados no processo de produção. O workshop ainda chamou a atenção para a necessidade de fortalecer parcerias com institutos de pesquisa locais, universidades, Fatecs e empresas localizadas no estado, “Não só na questão da pesquisa, mas também na aquisição de conhecimentos nas universidades”, explicou.

Finalizando o workshop de hoje, o pesquisador da Universidade de São Paulo, Raul Cristóvão, começou caracterizando o setor como “extremamente heterogêneo em produtos, modelos e especificações técnicas”. De 60% a 70% da indústria de implementos agrícolas está concentrada no Rio Grande do Sul e São Paulo. Neste último, mais implementos agrícolas e no Rio Grande do Sul mais máquinas agrícolas. O Brasil tem um grande potencial de expansão no setor.

Dentre as propostas para a Agenda de Competitividade apresentadas pelo pesquisador estão a criação de um Programa estadual de agricultura de precisão, o uso do crédito de ICMS na implantação de projetos específicos e o treinamento de mão-de-obra.

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