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2° dia do Seminário de Competitividade



19/02/2008

O segundo dia do seminário: “Uma Agenda de Competitividade para a Indústria Paulista”, realizado pela Secretaria de Desenvolvimento, apresentou na tarde desta terça-feira (19/02), um workshop sobre quatro setores: sucroalcooleiro, cítricos, carne bovina e de couro e calçados. Os resultados dessas discussões servirão de subsídios na formulação de uma política industrial paulista.

O seminário do primeiro setor, o sucroalcooleiro, foi ministrado pelo professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, Rudinei Toneto Junior. A produção da indústria sucroalcooleira representa 5% de toda a produção do Estado de São Paulo, e as exportações desta mesma área somam o total de 12% do total do estado. Em sua apresentação, o professor Rudinei Toneto ressaltou as inúmeras vantagens que São Paulo tem, prova disso é que o estado detém 70% das atividades do setor sucroalcooleiro no país. Dentre essas vantagens está a proximidade com o público consumidor, a concentração de infra-estrutura e a grande disponibilidade de mão-de-obra qualificada.

O workshop mostrou ainda aos empresários presentes as estimativas do setor para o futuro, “este segmento tem capacidade de instalar de 24 a 40 usinas por ano, dependendo do tamanho”, explicou Rudinei Toneto Junior. A pesquisa realizada apontou algumas propostas para melhorar e corrigir as deficiências do setor no Estado de São Paulo, a consolidação do mercado interno e externo é um dos tópicos mais importantes da pesquisa, que ressaltou também a importância de manter os investimentos na produção agrícola de álcool e açúcar, e o financiamento para pesquisas e desenvolvimento da hidrólise (processo que permite a ampliação da produção do etanol).

O segundo workshop desta tarde abordou a atual situação da indústria cítrica, mais precisamente a produção de laranjas e fabricação do suco da fruta. O Brasil sustenta aproximadamente 30% da produção mundial de laranjas, e o Estado de São Paulo (seguido da Flórida) é o maior produtor da fruta. Marcos Fava, professor livre-docente, foi o consultor dessa área do seminário, e apresentou cinco grandes problemas do setor: a dependência da exportação pelo fato do mercado interno para o suco da fruta ser pouco desenvolvido; a deficiência no processo de negociação da fruta; a grande incidência de pragas e doenças; a alta carga tributária para o mercado interno e o alto custo de logística.

Dentre as propostas expostas pelo workshop está o financiamento e redução de impostos para a implantação de 10 fábricas de pequeno porte voltadas ao processamento de suco para o mercado interno, e a expansão de cerca de 200 mil hectares (pomares citrícolas) em até cinco anos.

No setor de carne bovina o Brasil tem as melhores condições para ampliação do mercado internacional, atualmente é o maior exportador mundial da carne, a vantagem que o país tem é o custo de produção: 100 dólares por 100Kg, o menor comparado aos outros países. O estado de São Paulo é o maior exportador de carne bovina do país, entretanto, sua produção se deve à importação do gado de outros estados, pois tem um rebanho estável que não obteve crescimento nos últimos anos. Estes foram alguns dos temas abordados pelo professor da Universidade Federal de São Carlos, Hildo Meirelles que ministrou o workshop e deixou clara a importância das Parcerias Público-Privadas para o setor. Além disso, o professor propôs a aceleração de ações de defesa sanitária, pesquisas em sistemas intensivos na pecuária (nutrição e genética animal) e a criação de um fundo público-privado que resolveria, em conjunto, as deficiências que o segmento carrega.

O dia de hoje contou ainda com um seminário que mostrou a atual situação da indústria de calçados. Nesse setor o Brasil ocupa uma faixa intermediária do mercado internacional (atrás da China e da Itália), e o Estado de São Paulo ocupa a posição de segundo maior produtor e terceiro maior exportador de sapatos no país. Desde o ano de 2000 o estado conta com um crescimento da produção, do emprego e das exportações do setor. Uma das vantagens competitivas que São Paulo tem em relação às outras regiões do país é a forte presença de APL’s (Arranjos Produtivos Locais). A principal APL do estado no setor calçadista fica em Franca e tem em torno de 28 mil empregos formais e 1750 empresas. A secretaria de Desenvolvimento incentivou a indústria de calçados masculinos através da assinatura de protocolos de cooperação com ABEST, ASSINTECAL, IBGN, CSPD e caixa econômica federal, cumprindo assim a demanda proposta pela APL que é especializada em calçados de couro masculinos.

O Seminário “Uma Agenda de Competitividade para a Indústria Paulista” continua suas atividades durante toda esta semana. Nesta quarta-feira, dia 20/02, serão abordados os setores de cimento, medicamentos, petróleo e gás, petroquímica, defensivos agrícolas e transformados plásticos.

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