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IPT avalia equipamentos de indústrias para resolver problemas operacionais



16/04/2015

Fonte: Instituto de Pesquisas Tecnológicas

Objetivo da avaliação é solucionar problemas operacionais (Divulgação/IPT)O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) apoia indústrias de diversos portes no Laboratório de Engenharia Térmica para a solução de problemas relacionados ao emprego de combustíveis.

A Braskem é uma das empresas do setor petroquímico e álcool químico que utilizam esta capacitação do Instituto, e solicitou recentemente ao laboratório uma série de testes de um conjunto completo de queimadores (fornos de nafta e etano) da unidade da empresa na cidade de Triunfo (RS).


“O problema relatado pela Braskem consistia na combustão com deficiência de ar em alguns dos seus fornos de nafta e etano, provocando a formação de monóxido de carbono na zona de radiação e uma diminuição da eficiência energética do equipamento, com possibilidade de queima na zona de convecção”, explica o pesquisador do laboratório, Renato Vergnhanini.

Usando como base uma série de trabalhos anteriores realizados nos fornos de outras unidades da Braskem nas cidades de Marechal Floriano (AL) e Camaçari (BA), a equipe do IPT identificou a possibilidade de que o problema tivesse como causa a quantidade insuficiente de ar arrastada pelos jatos de gás combustível nos queimadores dos fornos.

O Laboratório de Energia Térmica do IPT executou uma série de testes de um conjunto completo de queimadores (fornos de nafta e etano) da unidade da empresa na cidade de Triunfo. Para investigar o problema, foram executados no laboratório diversos testes a frio e a quente.

Nos testes a frio, com o gás combustível sendo substituído por ar comprimido, foram verificadas, basicamente, a vazão de gás em função da pressão a montante do bocal e a vazão de ar arrastada pelo jato de gás para o interior do corpo do queimador, o chamado ar primário, em função da pressão do gás e da abertura do registro desse ar primário.

Nos testes a quente, com o conjunto instalado na fornalha cilíndrica do laboratório, os queimadores foram ensaiados, com e sem silenciador, em diferentes bocais para diversas aberturas dos registros de ar primário e secundário e em diversas depressões da fornalha.

Os testes mostraram que, nos fornos de nafta, a resolução dos problemas enfrentados passa pela implantação de melhorias nos componentes dos queimadores, como ajuste de tolerâncias dos orifícios e material construtivo dos bocais e também a geometria e o acabamento interno do difusor, entre outras. Para os queimadores dos fornos de etano, além de recomendações semelhantes, sugeriu-se avaliação da possibilidade de troca dos seus difusores pelos utilizados nos queimadores dos fornos de nafta.

Toda a parte experimental do trabalho teve acompanhamento da área de Engenharia de Processos da Braskem e do consultor Fausto Furnari.

“Neste tipo de trabalho isso é muito importante porque, à medida que os resultados são obtidos, fazemos uma discussão com o cliente e idealizamos novos ensaios”, afirma Vergnhanini.

Segundo a engenheira química Lea Soledar dos Santos, da Braskem, o trabalho desenvolvido com o IPT trouxe experiência e conhecimentos técnicos que têm sido aplicados no seu dia a dia na empresa para diferentes avaliações relacionadas à combustão e desempenho de queimadores. Algumas aplicações foram feitas também em outras unidades com fornos de pirólise.

“Parte das recomendações foram implantadas em um forno de nafta durante a última manutenção, mostrando em uma avaliação preliminar ganhos significativos com a redução do consumo de gás combustível”, completa o coordenador da Engenharia de Processos de Olefinas e Eteno Verde da Braskem, Leandro Colussi. 

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