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Secretário participa da inauguração do Projeto Sirius



14/11/2018

Fonte: Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação
 
Foto: DivulgaçãoO secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Vinicius Camarinha, esteve nesta quarta-feira, 14, na cerimônia de inauguração da 1ª Etapa do “Projeto Sirius”.

O governo do Estado investiu R$ 23,4 milhões para a desapropriação de terreno de 150 mil m², área que abrigará o novo empreendimento, localizada no Polo Tecnológico Ciatec II.
 
Esta primeira fase compreende a conclusão das obras civis e a entrega do prédio que abriga toda a infraestrutura de pesquisa, além da conclusão da montagem de dois dos três aceleradores de elétrons. O terceiro acelerador, e também o principal deles, está em processo de montagem.

Já a entrega da próxima etapa do projeto, prevista para o segundo semestre de 2019, inclui o início da operação do Sirius e a abertura das seis primeiras estações de pesquisa para pesquisadores. O projeto completo inclui outras sete estações de pesquisa (denominadas “linhas de luz”), que deverão entrar em operação até 2021.

Camarinha comentou sobre a importância de um projeto como este, para o Estado. "O governo de São Paulo tem a satisfação de ajudar a financiar esse projeto histórico e revolucionário. Por aqui encontraremos soluções para saúde, agricultura, indústria e tantas outras demandas".
 
SOBRE O PROJETO “SIRIUS”

Iniciado em 2012, o Sirius é o maior projeto da ciência brasileira, uma infraestrutura de pesquisa de última geração, estratégica para a investigação científica de ponta e para a busca de soluções para problemas globais em áreas como saúde, agricultura, energia e meio ambiente.  Será um laboratório aberto, no qual as comunidades científica e industrial terão acesso às instalações de pesquisa.

O Sirius será um grande equipamento científico, composto por três aceleradores de elétrons, que têm como função gerar um tipo especial de luz: a luz síncrotron. Essa luz de altíssimo brilho é capaz de revelar estruturas, em alta resolução, dos mais variados materiais orgânicos e inorgânicos, como proteínas, vírus, rochas, plantas, ligas metálicas e outros.

Sirius é classificado tecnologicamente como um equipamento de última geração – até hoje, só há um outro equipamento comparável ao Sirius em operação, na Suécia. O Sirius ficará abrigado em um prédio de 68 mil metros quadrados (equivalente a um estádio de futebol). Sua estrutura foi projetada e construída para atender padrões de estabilidade mecânica e térmica sem precedentes.

No Sirius, a demanda por estabilidade e prevenção de vibrações demandou um piso constituído de uma única peça de concreto armado, de 90 cm de espessura e com precisão de nivelamento de menos de 10 milímetros. A temperatura na área dos aceleradores não poderá variar mais que 0,1 grau Celsius.

Os aceleradores de elétrons do equipamento foram desenhados para permitir novos “upgrades” no futuro, que prolongarão sua vida útil, ainda na fronteira do conhecimento.  Além disso, está prevista a instalação de 13 estações de pesquisa até 2021, no entanto este número pode ser gradualmente ampliado, chegando a até 38 estações experimentais.

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